LITERATURA

LITERATURA

LITERATURA

         21/09/2018 07h19 - http://clicfolha.com.br/materia/81732/venda-de-livros-cresce-9-em-2018
 

O Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) apurou as vendas das principais livrarias, e-commerce e supermercados no país. De acordo com a pesquisa, as vendas cresceram 8,76% em volume e 14,28% em valor no 1º trimestre de 2018, no comparativo com 2017. Curiosamente, o segmento que mais cresce é o infantil, ou seja, de consumidores que já nasceram na era digital.
Especialistas apontam que esse aumento se deve, sobretudo, à algumas estratégias como a diversificação de temas, novos canais de venda, interatividade com personagens de filmes e da própria web. Ou seja, o mercado têm se reinventado para manter-se atrativo diante desse cenário atual.
É o caso da Pauliane Queiroz, há quase 5 anos proprietária de uma livraria em São Sebastião do Paraíso, que busca alternativas para continuar atraindo consumidores. “Como o mundo ficou digital, criamos o site da livraria: http://livrariaestacaodolivro.com.br/ , em que vendemos online, fazemos sorteio, promoções, fidelizamos clientes”.

Por outro lado, o espaço concreto ainda é a preferência de muitos. “Contamos com um local físico apropriado para o leitor. Assim, a leitura pode ser acompanhada de um bom café e excelência no atendimento. Isso faz a diferença na hora de escolher em comprar virtualmente ou ira até a loja para ser bem recebido”, destacou.

Quando questionada sobre a pesquisa, Pauliane afirmou que “é certo que os chamados e-books ou livros digitais estão ‘comendo’ uma grande fatia do livro impresso, mas ainda acreditamos que o livro físico é bem mais interessante. E a nossa grande aposta vem sendo os títulos infantis, os quais chamam muito a atenção das crianças em razão de seus conteúdos coloridos e divertidos”.
Sua livraria atualmente conta com acervo de 15 mil livros catalogados, de todos os gêneros – para adultos, infantojuvenil e infantis, além de revistas, CD’s e DVD’s.
“A leitura é essencial na vida de qualquer pessoa, aquele que lê, escreve e fala melhor. Nunca se fez tão necessário o hábito da leitura como nos tempos de hoje, quando crianças são diariamente manipuladas pela internet e redes sociais. Que os pais e educadores saibam a necessidade de criar o hábito da leitura com as nossas crianças. Estimular os filhos à leitura é fundamental para se tornarem cidadãos bem mais capacitados”, aconselhou, por fim.

Nova geração

Olívia Maria Amaral Grillo, de apenas 6 anos, lê desde muito pequena e tornou-se amante das histórias e fantasias que os livros contam. Sua mãe, a jornalista Thaisa de Paula Amaral, revelou que experiencia momentos de leitura com a filha desde a sua gravidez.

“Lia pra Olívia quando ela ainda estava na barriga. Colocava músicas para ambientar a leitura, também. Ela tem contato com livros desde antes do nascimento, mas como tenho inúmeros livros em casa, ela sempre teve curiosidade. Por isso, passei a comprar exemplares sempre que passava por livrarias. Hoje, é ela quem escolhe”, disse.

Thaisa ressaltou a importância do incentivo da leitura dentro de casa. “Eu tenho contato com os livros desde muito pequena. Sempre gostei de investir o tempo em leitura, então sabia que quando me tornasse mãe queria isso para minha filha. Como jornalista, reconheço e celebro a dádiva de ler, interpretar e formar um pensamento crítico. Para mim é fundamental que ela tenha esse hábito”.
Rotineiramente, Olívia vive em constante contato com a interpretação de textos. “Ela lê todos os dias, mesmo que não seja livro. A escola onde estuda estimula a leitura em diversas etapas, seja conto, poemas e textos com um conteúdo a ser interpretado para matérias mais avançadas”, explicou a mãe. “Seu gênero preferido é o terror, mas leve, nada que vá assustar ou tirar o sono. Sua história favorita chama-se ‘Os esqueletos’”.

A menina Olívia também comentou sobre sua paixão pela leitura e pelo momento que compartilha com sua mãe. “Eu gosto muito de ler e adoro quando a minha mãe lê para mim. Toda vez que ela viaja, trás livros novos. É legal ficar junto com ela e conhecer novas histórias, mas ainda prefiro a dos esqueletos”.